Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

REGRAS DE VIDA!

Ontem, vi um filme intitulado: "Regras de Vida".

 

Entre outras tramas do mesmo, o apelo maior era para a falta de afectos, entre una avó, uma mãe e uma filha.

 

Melhor dizendo, os afectos existiam, mas de uma maneira camuflada, escondida, porque nenhuma delas, a começar pela avó era capaz de expressar os seus sentimentos.

 

Ela mava a filha, mas nunca lhe tinha dito, durante a vida da filha, que a AMAVA!

 

A filha tornou-se adulta, casou foi viver para muito longe da mãe.

 

Tinham imensas saudades, falavam pelo telefone só de coisas triviais, e nunca se despediam uma da outra, expressando o seu mútuo AMOR, e apenas friamente diziam um "frio" TCHAU!

 

A neta, por motivos óbvios, aprendeu a viver com a mãe, surgiram problemas graves na sua adolesçência, agrediam-se com palavras, mentiam ,omitiam muitos assuntos...e também nunca disseram uma há outra que se AMAVAM!

 

E nestas três gerações viveram afastadas...amarguradas, tristes, e sem nunca terem coragem de pegar num telefone e dizerem: "EU AMO-TE"!

 

Foram as vicissitudes da vida, que amargamente as foi juntando, sempre por más motivos!

 

Depois de muitas discussões, cenas de violência, e até maus tratos...que passados muitos anos, sendo a avó já uma senhora dos seus setenta anos, a filha talvez com cerca de cinquenta, e a neta na década dos vinte anos, para que por motivos muito graves, se apercebessem do tempo desperdiçado, só porque nenhuma delas queria ser a primeira a quebrar as tais ditas "Regras de Vida", inventadas pela avó.

 

Eu senti perfeitamente o moral da história, até porque sinto na pele o mesmo...falta de afectos verbalizados!

 

Dizem: Já sabes que gostamos de ti!

 

Ou apenas: se és minha mãe, não é preciso dizer, está subjacente!

 

Nem sabem, nem podem avaliar, o quanto é bom ouvir da boca de um filho (a), a expressão: " EU AMO-TE MÃE"!

 

Agora que têm os filhos pequenos, adoram ouvir os seus comentários: "gosto muito de ti MÃE", ou: És a melhor MÃE do Mundo"!

 

E, pedem beijos aos filhos, esquecendo-se que nunca dão um beijo sentido, um abraço apertado aos seus progenitores!

 

Uma coisa é o beijo de cumprimento...de passagem, apenas roçando ao de leve o rosto, outra coisa, é aquele beijo "repenicado", sentido, que fala por si só!

 

Na hora da morte dos pais, e durante o velório, muitas vezes, é que manifestam no seu pranto...mas nessa hora já é tarde demais!

 

É como outro assunto, que muito me atormenta, e podem dizer, que estou uma velha chorona e lamechas...pois até aceito, porque na verdade é o que sinto!

 

Um dia eles vão sentir o mesmo...

 

Sinto muitas saudades dos meus netos, morando eles, apenas a distâncias de 13 e 15km.

 

Os pais estão sempre muito ocupados...não lhes resta 15 minutos para virem ver esta velha, pois já não sirvo para nada, mas já servi!

 

Quando tinha mais saúde, ia vê-los duas ou três vezes por semana.

 

Fui adoecendo gradualmente, e como já não posso ir  vê-los com a mesma frequência, levo de oito em oito dias, quando não é mais, sem os ver!

 

Mas, os meus filhos são vão dar o valor, a estes meus desabafos, quando forem avós.

 

Eu tenho na consciência, de que fui sempre com os meus filhos visitar os avós paternos, já que os meus avós, é que tomavam conta deles, até eu vir do trabalho da BASE, onde passava 12 horas consecutivas, mas agora ninguém tem tempo para um dia na semana, num fim de semana, me vir visitar para eu mitigar as SAUDADES que sinto e que muito me atormentam.

 

Sei que fui uma boa nora, e apercebia-me que a minha boa sogra estava a adoeçer cada vez mais, fazendo eu tudo por tudo, para ela ver os netos.

 

Vinha da BASE AMERICANA pelas 18:10h da tarde, e antes de ir para casa, passava pela casa dos meus avós a ir buscar os meus filhos, e depois passava pela casa dos meus sogros, e só depois ia para casa.

 

E, também tinha todos os afazeres domésticos à minha espera, e não tinha os electrodomésticos que hoje tem, o que lhes facilita mais essas tarefas.

 

Estou muito fragilizada é certo, mas isso desperta e implica mais e mais com o meu estado de saúde psicológico.

 

E, não me venham com "raspanetes", nem com desculpas, pois não tenho idade para isso...ao menos o estatuto de VELHA, há-de servir para pôr cá para fora, o muito que tenho calado desde já há algum tempo.

 

Para os amigos, há sempre tempo...a mãe ficou no "Rol" dos ESQUECIDOS!

 

CHICA

(madrugada de mais uma noite de amarguras)

  

publicado por Chicailheu às 07:27

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