Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2006

A minha noite de Natal!

A minha noite de Natal, que ontem se passou, foi uma Noite Feliz!

 

Estive rodeada das pessoas que mais amo, apenas não tinha o meu pai por se encontrar longe, e a saudade aumentou, mas tive a alegria de estar com os meus netos, filhos, marido e outros familiares.

A ceia correu bem , e depois veio o momento tão esperado pelas crianças...a chegada do Pai Natal!

O meu marido vestiu-se de Pai Natal, e os meus netos Joana e Gonçalo, estavam sentados de cadeira, expectantes!

Eis, que aparece o Pai Natal, e eles de imediato o reconheceram. ,mas acharam imensa graça por ser o Avô o Pai Natal, e adoraram.

No meio da confusão de tantas prendas para abrir, já quase mais no final dessa tarefa que parece não mais acabar, eu chamei a atenção para uma prenda muito especial, que tinha para cada um deles.

Um conto escrito por mim, nessa manhã, e que contava a história do embrião de feijão.

Dizia textualmente o seguinte:

 

Era uma vez, um feijãozinho que vivia muito triste e sozinho  até que um dia o puseram num algodão fofinho e húmido num copinho.

Passado uma semana, o feijão desabrochou, e nasceu um grelinho. Com a luz do Sol e o brilho da Lua, o grelinho foi crescendo e se transformou numa flor.

Assim como o feijãozinho, foram vocês meus netos.

O vosso pai colocou a semente , no útero da vossa mãe, que era o algodão muito fofinho e húmido, e passados nove meses, vocês nasceram e tornaram-se numa linda flor, que és tu, Joana, e tu, Gonçalo.

Guardem este feijãozinho, ao pé da vossa janela, e ele irá crescer mais e mais. E guardem esta história escrita pela vossa avó Chica, dentro do vosso coração

Da avó que vos ama Muito

CHICA

 

Natal 2006/07

 

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publicado por Chicailheu às 11:12

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Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006

Conto - O menino que andava descalço!...

Era uma vez um menino, lindo, de olhos azuis, cabelos louros com caracóis, que vivia numa aldeia com os seus pais e irmãos.

Este menino chamava-se , Jorge, era o mais velho dos irmãos. O Jorge andava descalço, e assim andou até à idade de onze anos, pois os seus pais eram pobres, e não tinham dinheiro para lhe comprar uns sapatos.

O menino ia para a escola descalço, e no Inverno, sentia muito frio nos seus pezinhos .

Gostava de jogar à bola com os outros meninos, mas dava muitas "topadas", com os seus dedos dos pés nas pedras. Quando chegava a casa, a mãe ralhava, e lá lhe fazia uns curativos, com cal que raspava da parede, e a ligadura era uma teia de aranha!

Ah! Não vos contava que a bola deste menino, era feita com trapos e meias.

Os anos foram passando, e o menino Jorge todos os anos pedia ao Menino Jesus, que no Natal lhe trouxesse de prenda uns sapatos.

O Jorge sonhou muitos anos em ter uns sapatos, como os outros meninos.

Um dia, o menino, foi com seus pais à cidade, e viu numa montra de sapataria, umas "Botas de Cano".

Olhou para os pais, e a medo disse: - " Pai, Mãe, eu gostava tanto de ter umas botas de cano iguais aquelas, para calçar nos meus pezinhos !"

Ao que os pais responderam: - " Oh meu querido filho, nós não temos dinheiro para as comprar, mas vai pedindo ao Menino Jesus, quem sabe Ele poderá tas trazer como prenda do próximo Natal"!

O Jorge olhou uma vez mais para as botas de cano, e nessa noite sonhou que o menino Jesus lhe tinha lhas tinha trazido.

Nesse Natal, os pais do Jorge, juntaram-se em casa de uma família de amigos, para passarem juntos a consoada.

Os amigos dos pais do menino Jorge, tinham dois filhos e uma filha.

Junto da árvore de Natal, já lá estavam umas prendas embrulhadas.

O Jorge olhou para aquelas prendas, sem saber o que continham, mas reparou que pelo volume de um embrulho, lhe parecia seu o tal par de botas, que ele tanto desejava.

Ficou a pensar que, se calhar os pais tinham conseguido falar com o menino Jesus, e que tinha chegado o dia de ter as botas que tanto desejava.

Durante a ceia de Natal, o Jorge estava nervoso, mal comeu, sempre a olhar para aquela prenda e a pensar. - "São as minhas botas"!

Na altura de distribuírem as prendas, iam chamando pelos nomes, e cada vez o Jorge estava mais ansioso e inquieto por ouvir chamar pelo seu nome.

O tal embrulho, maior do que os outros, lá continuava...ainda não tinha sido distribuído por nenhum dos outros meninos.

Até que finalmente o senhor dono da casa, pega no embrulho e diz um nome, que não era o do Jorge.

O menino Jorge baixou a cabeça, ficou triste, chorou muito...muito!

Ainda não foi naquele Natal, que recebeu as suas tão desejadas "Botas de Cano"!

Durante mais dois anos, o menino Jorge continuou a pedir sempre como prenda de Natal, umas botas de cano, com as quais tanto sonhava e desejava.

Até que dali a três anos, já o menino Jorge ia a caminho dos onze anos ( fazia anos em Março), finalmente na noite de Natal, junto à árvore , lá estava outro embrulho maior do que os outros e era realmente as "Botas de Cano", para o menino Jorge!

Ele ficou tão feliz, que naquela noite levou para a sua cama, as suas botas,  agarrando-as e dormiu abraçado a elas, a fim de ter a certeza que não se tratava de um sonho, mas que finalmente era realidade!

 

Este conto é verdadeiro.- O menino Jorge é o meu marido.

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publicado por Chicailheu às 09:53

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Terça-feira, 31 de Outubro de 2006

Conto - A menina que não tinha uma boneca!

Era uma vez uma menina chamada, Maria Francisca, que vivia com os seus avós paternos, pois a menina era órfã de mãe.

Era muito amada pelos avozinhos , mas a menina não tinha uma boneca , porque os avós eram pobres, o dinheiro mal dava para a comida.

O pai desta menina, voltou a casar e teve outra filha, e a menina Maria Francisca ficou sempre a viver com os seus avós.

A menina já tinha cinco anos, e não tinha uma boneca.

Um dia, seu pai veio visitá-la e trouxe uma boneca de "Papelão".

A menina ficou feliz!

A boneca era grande, embora não fosse bonita, era muito linda aos olhos daquela menina.

No outro dia, a menina chamou as suas amiguinhas que moravam lá na mesma rua, para lhes mostrar a sua boneca, que aos seus olhos era uma "Linda Boneca de Papelão"!

Passaram a tarde a brincar todas juntas.

As outras foram às suas casas buscar as suas bonecas, e lá passaram a tarde a brincar às mães e às filhas...

Estavam entretidas na brincadeira, no pátio do quintal quando de repente, começou a chover muito!

A avó da Maria Francisca, chamou-as de imediato para dentro de casa, a fim de não se molharem e ficarem constipadas.

A menina Maria Francisca, não se lembrou da "boneca de papelão", pois como não estava habituada a ter uma boneca, esqueceu-se dela no quintal, à chuva.

Quando a chuva parou, a menina lembrou-se da sua boneca. Foi a correr para a ir buscar, e, eis que ao olhar para a boneca, depara com um monte de papelão uniforme, quase desfeito!

A menina corre para dentro de casa, lavada em lágrimas e a chamar pela avó, muito aflita, dizendo: - A minha boneca de papelão desfez-se..já não tenho mais boneca, outra vez!

Assim tinha acontecido ...a boneca de papelão desfizera-se, era apenas uma massa disforme empapada pela água da chuva.

Naquela noite, a menina chorou muito. Meteu a cabeça debaixo dos lençóis e mal pode dormir. Acabou por adormecer , e sonhou que tudo aquilo tinha sido um pesadelo , ou um sonho mau, e ao acordar foi à procura da boneca, e então encarou a dura realidade...a boneca já lá não estava!

A avó da menina, tentou consolá-la pela perca e disse-lhe: - " Quando a avó acabar de bordar estes bordados, e receber o dinheiro, juro que te vou comprar uma boneca, nem que seja muito pequenina."

E assim aconteceu.

Dali a uma semana, a avó Chica, foi receber o dinheiro pelo trabalho dos seus bordados , e foi logo directa à "Casa Chinesa", comprar uma bonequinha de celulóide, que nem um palmo tinha de altura, mas que mexia os olhinhos, para levar para a sua netinha.

Ao chegar a casa, a menina aguardava ansiosa, pela boneca prometida.

Quando a avó lhe deu a bonequinha de celulóide, achou-a tão linda, tão amorosa, com aqueles olhinhos azuis a fechar e a abrir. A alegria foi tanta, que imediatamente se esqueceu do desgosto passado na semana anterior, com a "boneca de papelão"!

Mais tarde, por volta dos sete anos, a menina Maria Francisca, recebeu de prenda do padrinho de casamento de seu pai, uma linda boneca de borracha, com um lindo vestido , cabelo louro, olhos azuis, e um biberão atado com uma borrachinha  a uma das mãozinhas

A boneca tinha um furinho na boca, e outro no rabinho.

A menina começou a dar leitinho pelo biberão à nova e linda boneca, (comprada na Base Americana), pois gostava de a ver fazer chichi .

Uma certa noite, una ratazana, roeu a boca da boneca, porque cheirava a leite.

No outro dia, ao acordar, a menina foi buscar a sua linda boneca, quando viu a boca toda roída. Fartou-se de chorar...mas continuou a ter esta boneca como sendo a sua predilecta, até à sua adolescência .

Foi a boneca mais linda que teve a menina, Maria Francisca. A sua boneca especial

 

Este conto é verdadeiro . É o meu conto. ..Eu sou a menina desta história!

 

 

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publicado por Chicailheu às 15:08

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